Saudações a quem tem coragem

Temporada começa com tudo no hemisfério norte e as últimas semanas serão inesquecíveis para a comunidade do big surf

por Lucas Conejero, 30/11/2018
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A temporada começou com tudo em diferentes picos do hemisfério norte e as últimas semanas serão inesquecíveis para a comunidade do big surf mundial.

Seja no Atlântico Norte, com sessões registradas em vários picos e Nazaré cada vez mais em evidência, seja no Pacífico Norte, onde os big riders lavaram a alma em condições clássicas.

Basta rolar a sua timeline do Instagram para ver altas ondas e muita disposição da rapaziada em Nazaré, Jaws, Mav’s, Waimea, Honolua Bay e etc…

E quem acompanha os boletins dos laboratórios de análise de previsão do tempo e do clima já se ligou que, muito provavelmente, temos a influência do fenômeno El Niño na área. Sempre que ele aparece, as potentes ondulações aparecem também, principalmente nos picos do hemisfério norte.

Performances

Para variar, o time brasileiro se destacou nas bombas. Andre Moller foi gigante. Em condições extremas, bateu de frente com as havaianas e quase estragou a festa da Keala Kenelly no Jaws Challenge, evento do World Surf League Big Wave Tour.

Estava tão embaçado se posicionar e entrar em sintonia com as morras que boa parte das atletas finalizou as baterias sem ter dropado uma única onda.

Terminado o evento feminino, houve a tentativa de colocar na água as disputas da categoria masculino. O mar subia a cada série e o vento off shore intensificava-se a cada minuto.

Ficou claramente impossível pegar aquelas ondas na remada. As maiores tinham facilmente 50 pés de face e o terral praticamente inviabilizava a “explosão final”, imprescindível para os atletas não ficarem presos no lip.

Havia realmente a possibilidade de um acidente grave e somente a primeira bateria foi para a água. Billy Kemper, que viria a ser campeão no dia seguinte, mesmo com todas as adversidades, somou incríveis 19.01 pontos.

Então o pico foi liberado para a galera do tow in. Burle, como mostra a foto que rodou por todo lado, veio numa das maiores do dia, talvez a maior.

Kai Lenny mais uma vez impressionou e manobrou como se estivesse em ondas de seis pés. Inclusive, mandou um floater de alguns andares de altura.

Yuri Soledade, como de costume, também representou. Ele apostou numas esquerdas, botou pra dentro de uma caverna líquida e não saiu. O caldo rendeu ainda mais respeito na comunidade e alguns sintomas de concussão.

Lucas Chumbo, único brasileiro no evento, completou uma esquerdona monstra no braço e mandou um aéreo no back wash do inside. O pupilo de Carlos Burle, atual detentor de um dos mais cobiçados prêmios do Oscar das Ondas Grandes, foi barrado pelos locais nas semifinais do Jaws Challenge.

No vídeo abaixo, produzido pela galera do DR Media, você confere a primeira bateria do masculino e a sessão de tow in.