O campeão voltou

Bicampeonato mundial de Gabriel Medina vem para coroar o melhor ano da história do surf brasileiro

por Lucas Conejero, 17/12/2018
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Gabriel Medina venceu o sul-africano Jordy Smith na semifinal do Pipeline Masters e é bicampeão mundial de surf profissional.

Em baterias emocionantes, disputadas onda a onda pelos postulantes ao título, o surfista de Maresias, litoral norte de São Paulo, também conquistou o título do evento ao derrotar o australiano Julian Wilson, seu principal adversário na disputa pelo caneco, no duelo decisivo.

O ano de 2018 foi, sem sombra de dúvida, o melhor ano da história do surf brasileiro. São tantas conquistas em diferentes categorias que fico com medo de deixar alguém ou algum título de fora.

Somos o país com o maior número de atletas entre os tops da elite do surf mundial. Vencemos nove das onze etapas da temporada: Gabriel Medina e Italo Ferreira faturaram três, Filipe Toledo duas, Willian Cardoso uma.

Além do bicampeonato mundial de Medina, Rodrigo Koxa e Maya Gabeira entraram para o Guinness World Records como detentores das maiores ondas surfadas na história da modalidade.

Lucas Chumbo, pupilo do mestre Carlos Burle, é o detentor do título de melhor performance da temporada do WSL Big Wave Awards e, ao lado de Andrea Moller e de tantos outros big riders, consolidou nosso país como referência mundial do surf em ondas grandes.

Jessé Mendes, outro brasileiro da geração Brazilian Storm, faturou nada menos que a Tríplice Coroa Havaiana. Mateus Herdy foi o campeão mundial Pro Junior e Wesley Santos o campeão continental da WSL. Chloé Calmon conquistou recentemente o Pan-Americano de longboard no Peru, além de ficar com o caneco do The Vans Joel Tudor Duct Tape Invitational na China.

Entramos no ciclo olímpico como franco-favoritos às medalhas de Tóquio 2020, com o surf criando ídolos, enquanto cumpre um importantíssimo papel social e motivador para a juventude brasileira, extremamente carente de oportunidades e de possibilidades de vencer na vida honestamente.

Deixo aqui um abraço para cada um, nos quatro cantos do país, que acreditou no surf e não deixou a peteca cair nos tempos difíceis. Um aloha especial aos pioneiros, que abriram a trilha para a gente seguir. Esse momento do surf brasileiro só é possível porque vocês sonharam com ele. E sonho que se sonha junto vira realidade!