WSL anuncia mudanças no CT

Alterações no formato e na disposição das baterias buscam confrontos mais dinâmicos e maior aproveitamento das melhores condições do mar

por Lucas Conejero, 17/03/2019
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A WSL confirmou na última sexta-feira (15) alterações no formato de disputas das baterias da primeira divisão de acesso do surf mundial em 2019.

De acordo com dirigentes da entidade, o objetivo é fazer as disputas ficarem mais dinâmicas, sem alterar a quantidade de baterias dos eventos (47).

Na primeira fase, ficam mantidos os 12 confrontos com três atletas, mas agora os dois primeiros vão direto para o Round 3. Até o ano passado, apenas o primeiro colocado avançava de fase.

Os últimos colocados seguem para a repescagem, com quatro baterias de três atletas, onde os dois primeiros avançam ao terceiro round. Ao fim do Round 2, apenas quatro atletas serão eliminados.

No Round 3 vem outra mudança. Antes eram 12 disputas. Agora serão 16 e no formato homem a homem, que segue a partir das oitavas até a decisão.

Cabeças de Chave

Importante destacar que o primeiro colocado do Round 1 passa a ser cabeça de chave do Round 3.

Isso até a sexta etapa do ano, o Corona J Bay Open, quando os quatro primeiros do ranking ocuparão a posição de “cabeças de chave especiais”.

A ideia é evitar o confronto dos favoritos ao caneco da temporada antes das semifinais dos campeonatos do tour.

Baterias Simultâneas

Outra alteração que chama atenção é a possibilidade de disputas simultâneas a partir do Round 3, assim como já acontece no Pipe Masters.

Aqui, ainda de acordo com os dirigentes, o plano é aproveitar as melhores condições para colocar a maior quantidade de confrontos possíveis.

Premiação equiparada

Comandada por Sophie Goldschmidt, primeira CEO da história do surf profissional, a World Surf League implantou a equiparação das premiações entre homens e mulheres no CT 2019.

A iniciativa de vanguarda fez da WSL a única liga esportiva global com sede nos Estados Unidos a promover a igualdade da premiação.

“Este é um passo à frente enorme em nossa estratégia há muito tempo planejada, de elevar o nível do surf feminino, então estamos entusiasmados em assumir esse compromisso já a partir da temporada 2019”, disse a CEO da WSL, que tem no currículo passagens como executiva na Rugby Football Union (RFU), na National Basketball Association (NBA), na Women’s Tennis Association (WTA) e na Adidas.

Seleção Brasileira

Com o bicampeonato de Gabriel Medina, a seleção brasileira de surf chega ainda mais forte à temporada 2019. Treze atletas vão defender a bandeira brasileira entre os principais surfistas do mundo.

A escalação masculina é a seguinte: Gabriel Medina, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira, Willian Cardoso, Michael Rodrigues, Adriano de Souza, Yago Dora, Jessé Mendes, Jadson André e os estreantes: Peterson Crisanto e Deivid Silva. Entre as meninas: Tati West e Silvana Lima.