Surf Olímpico: antidoping chega ao Circuit Tour

ISA e WSL adequam as regras do surf de olho na estreia da modalidade nas Olimpíadas de Tóquio 2020; COI confirma inclusão do surf em Paris 2024

por Lucas Conejero, 30/06/2019
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Duas importantes notícias movimentaram o ambiente do ciclo olímpico do surf mundial nas últimas semanas.

A primeira é o acordo entre a International Surf Association (ISA) e a World Surf League (WSL) para a inserção de exames antidoping nos eventos do Circuito Mundial de Surf 2019.

A segunda é a confirmação da inclusão pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) do surf para as Olimpíadas de Paris 2024.

Antidoping no CT

A ISA e a WSL anunciaram um acordo histórico que fará com que as partes adotem um programa antidoping abrangente em todo o ciclo olímpico e isso inclui as disputas do WSL Championship Tour de 2019 e 2020.

De acordo com os dirigentes, o objetivo é adequar-se aos padrões esportivos internacionais para garantir a lisura do processo de classificação e atletas “limpos” na estreia da modalidade nos Jogos de Tóquio 2020.

O programa está em conformidade com a Carta Olímpica, obedece o Código da Agência Mundial Antidoping (WADA), inclui as Regras Anti-doping da ISA e acontece durante todas as etapas do CT.

Paris 2024

Os integrantes da Sessão do Comitê Olímpico Internacional aprovaram na última terça-feira (25) a inclusão do surf no Programa Esportivo para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Agora, a ratificação final depende do Comitê Executivo do COI, mas só acontece depois da tão esperada estréia nos Jogos de Tóquio 2020. Segundo a diretoria da ISA, o anúncio da última semana coloca o surf ainda mais perto da inclusão olímpica de longo prazo. O foco agora passa a ser as Olimpíadas de Los Angeles 2028.

“Quero agradecer pessoalmente aos membros do COI e ao Comitê Organizador de Paris 2024 por acreditar em nosso esporte e por reconhecer o valor que ele traz. Somos humildes e honrados pela confiança depositada em nós”, disse Fernando Aguerre, presidente da ISA.

Surf Olímpico

O modelo anunciado pelas entidades envolvidas (COI e ISA) dá a oportunidade para os principais surfistas do mundo participarem do processo de seleção, limita a quantidade de atletas por países e mescla classificados pela WSL com classificados nos ISA World Surfing Games de 2019 e 2020.

De acordo com as regras, 20 homens e 20 mulheres disputarão as medalhas no Japão e cada país pode classificar no máximo dois competidores. O país anfitrião tem direito à uma vaga masculina e uma feminina.

Dezoito das quarenta vagas serão destinadas aos atletas da primeira divisão da WSL: dez homens e oito mulheres. As 22 vagas restantes serão ocupadas por classificados nos ISA World Surfing Games dos dois próximos anos.

Confira a ordem hierárquica de eventos divulgada pela ISA e pelo COI

1. Championship Tour 2019: primeiros dez homens elegíveis e as primeiras oito mulheres elegíveis.

2. ISA World Surfing Games 2020: quatro primeiros homens elegíveis e seis primeiras mulheres elegíveis.

3. ISA World Surfing Games 2019: quatro homens e quatro mulheres selecionadas por seu continente. Primeiro surfista elegível de cada gênero representando cada um dos continentes: África, Ásia, Europa e Oceania.

4. Jogos Pan-americanos de 2019: primeiro homem elegível e primeira mulher elegível nas competições de surfe.

5. Copa da nação anfitriã: Caso os japoneses não consigam qualificação dentro dos outros critérios, o primeiro homem e a primeira mulher elegível em uma competição nacional serão os representantes do país-sede.