Pra baixo, sem medo

Com apenas 20 anos, Melissa Brogni é bicampeã mundial de downhill; Trocamos uma ideia com a top 5 da International Gravity Sports Association

por Lucas Conejero, 17/07/2019
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Com apenas 20 anos, Melissa Brogni é bicampeã mundial de skate downhill (2013 / 2014). São apenas sete anos de carreira e a atleta já figura entre as principais tops do circuito da International Gravity Sports Association (IGSA).

De quebra, a gaúcha é pentacampeã sul-americana da modalidade e também já ficou com o vice-campeonato da International Downhill Federation (2017). Neste ano, Melissa marcou presença na principal competição da IGSA da temporada em Barcelona, Espanha.

Entre as 30 competidoras, quase todas profissionais patrocinadas, com ampla estrutura, terminou numa excelente quinta colocação. “Me programei para correr apenas o mundial em Barcelona, mas talvez dê para competir as outras etapas que tiverem na região”, conta a skatista.



“Atualmente, meus patrocínios não ajudam financeiramente, o que dificulta a ida aos eventos. Na maioria das vezes tenho que ficar vendendo peças de skate para pagar as viagens. Somos poucas meninas praticantes no Brasil e meu principal objetivo é trazer mais mulheres para a modalidade”, dispara Melissa.

AS Você foi campeã mundial aos 15 anos, o que é um feito incrível. Quais os principais título da sua carreira?

MB Fui campeã mundial aos 15, logo no início da minha carreira no downhill. Depois fui novamente campeã mundial em 2014 Resumindo, sou campeã mundial da IGSA 2013-2014, vice campeã mundial da IDF 2017 e pentacampeã sul-americana (2013 / 2014 / 2015 / 2016 / 2018).

AS E como é a rotina de treinamento de uma atleta de downhill?

MB Diariamente, tenho meus treinos na academia e no pilates, que ajudam na preparação do corpo. Em paralelo, tenho os treino de skate pela região onde sou local. Normalmente, dropo as ladeiras da serra gaúcha, excelentes para a modalidade.

AS Você vai correr todas as etapas do mundial neste ano? Quantas são?

MB
Eu me programei este ano apenas para correr o mundial que ocorreu em Barcelona neste mês, é a etapa principal do tour. Talvez eu vá competir as outras etapas que tiverem na região. Entre 30 meninas, acabei em quinto.

AS Você tem dificuldade para bancar sua ida aos eventos, certo? Está sem patrocínio? Como você financia sua ida aos eventos?

MB Atualmente, meus patrocínio não ajudam financeiramente, o que dificulta a ida aos eventos. Na maioria das vezes, tenho que ficar vendendo peças de skate para pagar as viagens.

AS O downhill é uma categoria que recebe pouca atenção da mídia e dos patrocinadores no Brasil?



MB
A modalidade é pouco vista pela mídia. Isso dificulta a visibilidade para novos praticantes iniciarem na modalidade. Em paralelo, somos poucas meninas praticantes, é um esporte dominado por homens e isso prejudica o aparecimento de novas praticantes. Meu principal objetivo atualmente é trazer mais mulheres para a modalidade.

AS Nós da Almasurf estamos em contato com a IGSA para tentar trazer uma etapa do mundial para São Paulo….

MB Ter alguém se movendo para fazer algo para nós todos em prol do esporte me deixa muito contente. Espero que essa etapa seja realizada, vai agregar bastante valor ao downhill brasileiro.