Óleo atinge 71 municípios, população organiza mutirões

Ibama atualiza números e confirma petróleo em 156 pontos espalhados em 71 municípios de todos os estados do litoral nordeste do Brasil

por Redação Almasurf, 13/10/2019
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O Ibama atualizou os números no último sábado (12) e informou que as manchas de óleo já atingiram exatos 156 pontos espalhados em 71 municípios de todos os estados do litoral nordeste do Brasil.

Segundo os números divulgados, a pior situação está no litoral do Rio Grande do Norte onde 43 localidades registraram a presença de petróleo nas praias. Bahia com 21 pontos e Pernambuco com 19 são os outros dois estados mais afetados pelo vazamento, ainda sem origem identificada.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles informou sobre uma notificação à Shell, que deve acontecer nesta segunda-feira (14), sobre a presença de barris da empresa à deriva, encontrados no litoral de Sergipe, outro estado muito afetado pelo desastre ambiental.

De acordo com os dados oficiais, todas as praias do estado acabaram afetadas. O governo federal e o Ibama foram intimados pela justiça para implantarem barreiras de proteção que impeçam a entrada do óleo nos rios da região.

A Shell, antes mesmo de ser notificada oficialmente, divulgou uma nota onde afirma que os barris no litoral sergipano não têm relação com o óleo cru encontrado nas praias do litoral brasileiro. Salles também havia afirmado no começo da semana que as primeiras análises indicavam origem venezuelana, informação negada pela PDVSA, estatal local de extração de petróleo.

Nos últimos dias, ONGs, ambientalistas, surfistas e a população em geral organizaram mutirões de limpeza para minimizar o impacto do desastre em dezenas de praias. Um exemplo é a praia do Forte, onde encontra-se a base nacional do Projeto Tamar, que suspendeu a soltura de filhos de tartarugas marinhas até a solução do problema.

Outro exemplo é a praia de Sabiaguaba, em Fortaleza, uma das mais afetadas do estado, onde foram retirados 100 litoral de óleo da costeira. “O trabalho em Sabiaguaba é mais complicado porque temos que usar um material específico já que o óleo está impregnado nas rochas e corais", contou Arthur Bruno, secretário do Meio Ambiente do Ceará ao jornal Tribuna do Ceará.