Janela aberta em Supertubos

Penúltima etapa do Circuit Tour 2019, evento é decisivo para o título da temporada da WSL e para a classificação às Olimpíadas de Tóquio 2020

por Redação Almasurf, 16/10/2019
follow

Penúltima etapa do Circuit Tour 2019, o Meo Rip Curl Pro está com janela aberta até o próximo dia 28 de outubro em Supertubos, região de Peniche, Portugal. As primeiras baterias do evento, decisivo para as disputas das vagas da estreia do surf nas Olimpíadas de Tóquio 2020, já estão definidas e entre os atletas que lideram o ranking dois são brasileiros: Gabriel Medina na liderança e Filipe Toledo na vice-liderança.

Para entrar no seleto grupo de apenas cinco surfistas que conseguiram três títulos mundiais no Circuito Mundial de Surf, iniciado em 1976, a condição mínima para Gabriel Medina é chegar na final da competição. 

Ele já conseguiu isso duas vezes na carreira, em 2012 quando perdeu a decisão para Julian Wilson e em 2017, derrotando o mesmo australiano. São duas combinações de resultados possíveis para sacramentar o tricampeonato antecipado, antes mesmo do Billabong Pipe Masters, que fecha a temporada em dezembro no Havaí.

O título pode ser garantido com a simples classificação de Medina para a grande final em Supertubos, desde que o também paulista Filipe Toledo não tenha passado da terceira fase, o potiguar Italo Ferreira não chegue nas oitavas de final (9.o lugar) e nem o sul-africano Jordy Smith e o californiano Kolohe Andino nas semifinais (3.o). 

Caso conquiste sua segunda vitória em Portugal, Medina festejará o tricampeonato se Filipe não tiver chegado nas oitavas de final, nem Italo nas semifinais e Jordy ou Kolohe não serem finalistas.

“Eu sei que posso conquistar o título aqui, mas não estou focando nisso”, confessou Gabriel Medina. “Eu só quero me concentrar em cada bateria e focar em vencer este evento. Eu comecei o ano um pouco devagar e as coisas começaram a melhorar depois de J-Bay (vitória na África do Sul). Mas, eu sempre começo cada evento do zero, sem pensar se venci o anterior, ou como estou no ranking. Todos começam cada evento no mesmo ponto de partida e estou feliz por estar de volta aqui, com minha família, então espero que seja um ótimo evento”, disse o bicampeão.

Feminino

Enquanto Gabriel Medina tenta seu terceiro título mundial, a havaiana Carissa Moore está até mais próxima do tetracampeonato. Ela pode conseguir isso já nas semifinais, desde que a vice-líder, Lakey Peterson, não tenha passado nenhuma bateria em Supertubos, a também californiana Caroline Marks não seja uma das finalistas e a australiana Sally Fitzgibbons não vença o MEO Rip Curl Pro Portugal. A cearense Silvana Lima é uma das adversárias da estreia de Carissa Moore na terceira bateria, completada por outra havaiana convidada para esta etapa, Alana Blanchard.


Carissa foi a vencedora da última vez que o CT feminino passou por Peniche em 2010. Se repetir o feito, garante o título antes da última etapa na Ilha de Maui, Havaí, se Lakey Peterson não tiver chegado nas semifinais. A havaiana também pode confirmar o tetracampeonato antecipado com a classificação para a grande final, desde que Lakey tenha perdido antes das quartas de final e Caroline Marks não vença o campeonato.


“Estou superanimada por estar de volta à Peniche”, disse Carissa Moore. “Quando estávamos na França, procurei no Youtube o último evento que tivemos aqui para relembrar e foi muito bom. Não só eu, mas acho que todas as meninas estão felizes em voltar a ter uma etapa aqui. Eu estou tentando não pensar muito na corrida pelo título, mas é muito especial estar nesta posição. Sei que ainda há trabalho para ser feito, por isso vou tentar o meu melhor”.


Enquanto Carissa tenta mais um título mundial, a cearense Silvana Lima busca dois objetivos nesta reta final da temporada, conseguir entrar no grupo das dez primeiras do ranking que são mantidas na elite para o ano que vem e a vaga para as Olimpíadas de Tokyo 2020 no Japão. Ela está em 12.o lugar no ranking e precisa chegar nas quartas de final em Portugal para superar a pontuação atual da última colocada no G-10, a costa-ricense Brisa Hennessy.

Vagas nas Olimpíadas

Já a batalha pela vaga nas Olimpíadas é contra a neozelandesa Paige Hareb, que está em 16.o no ranking e tem que chegar nas semifinais para ultrapassar os atuais 22.020 pontos da Silvana.

Já a gaúcha Tatiana Weston-Webb, em oitavo lugar, está praticamente garantida para a estreia do surfe nos Jogos Olímpicos, assim como Gabriel Medina. Entre os homens, a disputa da segunda vaga do Brasil pelo ranking da World Surf League, está bem acirrada entre o vice-líder do ranking, Filipe Toledo, e Italo Ferreira, quarto colocado. Ambos já têm vitórias em Supertubos e Italo defende o título conquistado no ano passado, quando deixou Medina nas semifinais e derrotou o francês Joan Duru na decisão.