O_Gosh Photography

Há pouco tempo na concorrida praia da fotografia, surfista paulistano Michell Ogoshi vive na Austrália e constrói a carreira com ensaios sensuais, paisagens deslumbrantes e ondas simplesmente perfeitas.

por Alceu Toledo Junior, 04/07/2017
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Depois de abalar os servidores do portal Almasurf com o ensaio da ruiva Marina Toscano, o fotógrafo paulista Michell Ogoshi, um surfista que pega suas ondas no tradicional pico de Maroubra, em Sydney, está de volta.

Desta vez para falar de sua carreira como fotógrafo de surf, skate, lifestyle, mas sobretudo de gatas do mundo inteiro, como a suíça Santina Malacarne, seu photoshoot mais recente em Tamarama, cidade australiana.

Numa conversa por email com a redação da Almasurf, O_Gosh explica sua trajetória neste ambiente de altas ondas e altas gatas, depois de se livrar de um emprego nada a ver num banco de São Paulo.

Como você foi parar na Austrália?

Depois de terminar a faculdade de publicidade e propaganda na FMU, comecei a trabalhar no Bradesco, agência da Clodomiro Amazonas, em São Paulo.

A vida não era fácil lá, muita pressão, quase 100% dos clientes estavam de mau humor, sempre fila, pressão, responsabilidade.

Um belo dia, acordei e olhei pela janela. O tempo estava nublado e chuvoso, aquela deprê da vida cinzenta de São Paulo. E comecei a refletir e analisar minha vida nos últimos dois anos, frequentei os mesmo lugares, tive os mesmos amigos, não havia viajado pra fora.

Gastei dois anos de minha vida como um replay. E pensei que minha vida era uma só, que eu teria que mudar algo, pois viver daquela maneira não daria.

Pensei o que deveria fazer pra mudar isso e em lugares para morar fora do Brasil, para estudar inglês, o que eu já gostava na época. E a primeira opção era Califórnia, a terra dos sonhos. Mas lembrei que um amigo meu trabalhava na Austrália e a vida dele parecia muito boa.

Decidi, então, deixar pra trás família, namorada, amigos e meu trabalho estável no banco pra me aventurar por um ano em Sydney. E em agosto de 2016 completaram-se oito anos que vim para cá e nunca mais voltei.

E como surgiu a história da fotografia?

Quando pedi minha demissão, fiquei sabendo que o banco pagaria um curso para que eu pudesse me atualizar no mercado de trabalho. Na época, eu não tinha a menor ideia do que fazer. E, por simpatizar, decidi fazer um curso de fotografia, mais ou menos 20 horas de curso, no final com um tour no Parque do Ibirapuera.

Ali me identifiquei mais com fotografia. Até então, não havia pensado em ser fotógrafo de fato. Foi com o passar dos anos aqui na Austrália que acabei desenvolvento a habilidade de fazer fotos cada vez melhores.

E o que mais me incentivou foram os amigos e familiares, que sempre me passaram o feedback positivo.

Fotografar as gatas foi uma escolha ou surgiu naturalmente?

Acabou surgindo naturalmente. Antes, sempre fotografei surf e landscape, mas tive que fazer umas fotos da minha namorada para um portifólio. As fotos ficaram ótimas, todos amigos e familiares deram um feedback ótimo. Chamei, então, uma amiga minha, Marcella Salazar, pra fazer meu primeiro photoshoot há um ano e meio. Daí em diante, fiz mais e mais fotos.

Como você escolhe as modelos?

Elas me procuram pelos meus trabalhos anteriores publicados no Facebook e Insta, indicações. Ou eu mesmo procuro para colaborações.

Como é lidar com as gatas, dão muito trabalho?

Geralmente não, algumas já estão bem acostumadas a posar. Também é importante o fotógrafo direcionar a modelo, ajuda bastante. Fica mais complicado quando a pessoa nunca fez um ensaio, a timidez atrapalha bastante. Mas, tento deixá-las o mais confortável possivel. Um bom som e uma taça de vinho ajudam a relaxar.

E como prefere trabalhar, nas ondas ou com as gatas?

Sao tipos de fotografias diferentes. Sou apaixonado por surf, as ondas me fascinam. Mas as gatas também não deixam nada a desejar!

Fale um pouco de suas viagens para fotografar ondas. E nestas trips, onde pegou as ondas da vida?

Tento ir todo ano para a Indonésia. No ano passado, fui pela sexta vez. Já visitei Bali, G-land, Desert, Mentawai, Lakey Peak, West Java, Nias… Na última trip, peguei os melhores tubos na vida. Fui pra Asu, Norte Sumatra, pertinho do famoso pico conhecido como Nias.

Quais dicas daria para as meninas que curtem fotografar?

Pesquise diversas referências. Hoje em dia existem muitos lugares para inspirar. É importante até achar o que realmente gosta, siga seu instinto e faça o que gosta.

O que as belas usuárias da Almasurf na Austrália devem fazer para agendar um ensaio?

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Michell Ogoshi / Local Fins Photography

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