Bem-vindo, futuro

WSL e Facebook consolidam parceria e revolucionam as transmissões dos campeonatos do Circuito Mundial de Surf

por Lucas Conejero, 04/07/2018
follow

Recentemente, a equipe do Facebook fez uma publicação onde explicava e descrevia sua parceria de sucesso com a World Surf League, entidade que rege o surf mundial e organiza o Word Tour.

Em um formato de apresentação de “case”, o texto começa como uma espécie de guia e ajuda a entender como são traçadas as estratégias de páginas institucionais de Facebook relevantes, com seguidores na casa do milhão.

No segundo momento, o time de Mark Zuckerberg conta como a plataforma solucionou um problema histórico da entidade ao criar um canal exclusivo para a transmissão ao vivo das etapas do tour e como o alcance das redes foi fundamental no processo.

Depois de muitos anos de fracassos sistemáticos em busca de parcerias e formatos que viabilizassem a transmissão pelas emissoras de TV aberta, as métricas geraram comemoração.

De acordo os números de 2017, a página da WSL registrou um crescimento de 700 mil curtidas, aproximadamente 14 milhões de pessoas assistiram os campeonatos ao vivo pela timeline e mais de um milhão de pessoas visualizaram os eventos pelos streams do Facebook Live.

Diante do incontestável sucesso, a política de inovação ganhou desdobramentos. Agora, os eventos são transmitidos exclusivamente pela plataforma, sendo necessário baixar um aplicativo para acompanhar as etapas em tempo real nos aparelhos mobile.

Como em toda novidade, há um período de adaptação do público e dos responsáveis pelas transmissões, mas pelos comentários na página do Corona J Bay Open, uma parte razoável da galera ficou insatisfeita com esse primeiro teste.

E olha que as baterias estão rolando durante a madrugada aqui no Brasil, condição que minimiza a quantidade de críticas. 

O lado bom é que os problemas apresentados até agora são aparentemente simples e podem ser facilmente solucionados, basta um olhar atento aos manuais de Teoria da Comunicação e ouvidos abertos para "escutar".  

As principais reclamações incluem a necessidade de baixar o aplicativo, os constantes “loops” - quando a tela trava e volta segundos depois - e a necessidade de abrir uma segunda janela para acompanhar as notas.

Outra alteração gerou comentários negativo: a narração. Agora, o público brasileiro não pode mais escolher a língua da transmissão e obrigatoriamente acompanha os duelos em português.

A real é que a parceria entre Facebook e WSL já deu certo, tem tudo para dar ainda mais certo e tem potencial para, no médio prazo, fazer o WT atingir o "grande público", sonho antigo do establishment do surf mundial.

Essa possibilidade de estourar a bolha oferecida pelo ambiente das redes sociais, se bem explorada, vai colaborar com a crescente popularização da modalidade, deve atrair ainda mais patrocinadores, pode dar um novo fôlego ao mercado e, de quebra, criar novos ídolos para a garotada, sobretudo pela estreia do surf nas Olimpíadas de Tóquio 2020.

Eu aposto que vai dar certo. E você?